A tese do self storage
Cordeiro diz que confrontou a visão de “falta de aderência cultural” ao self storage no Brasil: à época, falou: “eu acho que falta uma plataforma profissional, com posicionamento de marca, focada em experiência do usuário. Essa oferta de qualidade vai despertar a demanda.” A visão dele acabou dando certo.
Em 2013, deixou o banco no qual trabalhava e passou um tempo buscando imóveis em São Paulo até assinar as primeiras opções. “No dia 17 de dezembro de 2013 foi feito o primeiro aporte.” Segundo ele, entraram dois investidores: “um fundo de pensão americano e a HSI”, com US$ 75 milhões cada.
Panorama atual da GoodStorage
Atualmente, a marca tem 64 imóveis que, juntos, somam aproximadamente 500 mil metros quadrados de área locável, em São Paulo.
Presidente da Associação Brasileira de Self Storage, Cordeiro diz que o setor no Brasil é “pequeno ainda”, com cerca de 600 operações e 350 operadores. O desafio inclui, segundo ele, temas regulatórios e fiscais, em um momento em que o segmento vem crescendo cerca de 11% ao ano nos últimos anos. O financiamento imobiliário caro, porém, ainda limita a expansão.
Liderança, cultura e longo prazo
Ele reconhece a “solidão” do empreendedor no início, mas afirma que hoje conta com “força do coletivo”, um time mais sênior e desenho organizacional melhor. Diz focar em parceria interna e desenvolvimento de pessoas. Sobre vida pessoal e rotina, cita meditação, paternidade e estudo contínuo – incluindo inteligência artificial – como práticas que o ajudam a “desligar um pouquinho” e a aprender.
Fonte: https://www.infomoney.com.br/business/goodstorage-empresa-que-comecou-como-guarda-moveis-e-vai-faturar-r-400-milhoes/